Planeta Sustentável

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dicas de Viagem de Leonardo Marques

Entre outras dicas.

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Dicas Fenomenais de Leonardo Marques!

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terça-feira, 16 de março de 2010

Las Memórias del Ogro - Fulgencio Robledero

En los cuentos de hadas las princesas atrapadas por dragones y monstruos conservan su belleza, su fragilidad, también su dulzura. Los guerreros encantados por brujas conservan su coraje, fortaleza y humor. Los cuentos de hadas retratan un mundo hermoso que no suele coincidir con la realidad. Es duro convivir con el monstruo, meterse en la cama con él, sentir sus brazos hacer jirones tu ropa y tu alma, sentir amordazado de miedo la debilidad de una brizna de hierba ante un huracán, dar de comer al ogro tus lágrimas y tu impotencia y nunca saciarlo, nunca saciarlo. Un mal día llegas a pensar que no hay solución, no hay príncipe que te pueda rescatar ni conjuro que encierre a la bestia en un arcón, ya no eres capaz de soñar con un futuro en donde el monstruo no vomite su aliento sobre tu nuca a cada momento; dejas de soñar simplemente y el ogro se convierte en el amo y señor de tu alma.


Es fácil decir "¡resiste princesa!" para quien no conozca la fuerza o la perversa inteligencia del ogro, pero con él a tu lado ¡es tan difícil conservar puro algo de tu alma! Es casi imposible educarte en la posibilidad de amar cercado por estruendos de gritos y de desprecios; vivir con la esperanza de que hay un mundo más allá de la lúgubre mazmorra de la bruja malvada. Es casi imposible luchar contra la bajeza, la desconfianza, la cobardía que se va instalando en tu alma. Te tienta tirar la toalla, caer a los pies de la bestia y decir ¡ya basta, no me resisto más!, te tienta tanto tanto el resentimiento infinito, dejar abierta esa herida en tu alma por siempre para que supure, para que nunca sane; y llegar al punto de que sea el odio a la bestia lo que te haga ser quien eres.

Pero hay príncipes y princesas que lucharon con fortuna en esta batalla. Que conservaron en su corazón algo limpio entre tanta oscuridad, como quien esconde un diamante de los ladrones nocturnos. Ellos lucharon en el campo de batalla más peligroso, lucharon en su corazón para desterrar el horror y el odio. Son muchos más los que sucumbieron y no pudieron ser héroes y ahora viven como verdugos de otros o de ellos mismos. Para estos mi compasión. Pero para los que lucharon con éxito contra el dragón de siete cabezas, para aquellos que no doblaron sus rodillas ante el terror y la inquina, mi admiración. También para ellos está escrito este libro.

Los cuentos de hadas son bellos... a veces el mundo real lo es mucho más.
 
 
"El deseo de dominar a otros, renunciando a los naturales vínculos de fraternidad que unen a los hombres, en favor de la opresión, ha sido, hasta hoy, el sueño de algunos. Ni de todos, ni de muchos, solo de algunos.




Esta raza ha sembrado la tiranía a su paso desde el inicio de los tiempos. Gengis Kan, A. Hitler, Dionisio, Artajerjes, G. W. Bush o Julio Cesar eran movidos por los mismos sueños que alientan al matón del colegio, al acosador del trabajo, al maltratador de su pareja...



la voluntad de someter a otros hombres, la incapacidad de verlos como iguale, de esa raza de ogros que como hombres viven entre nosotros. Ríen, comen, hablan como nosotros pero no sienten nada; un viento helado sopla en el hueco que tienen por alma y a eso lo llaman sentir, como enormes escarabajos antropomorfos pululan nuestras calles, nuestras ciudades y nuestras vidas en definitiva.



Pobres diablos que llevan el infierno en la yema de cada uno de sus dedos, y en cada una de sus palabras y lo extienden por doquier como un olor nauseabundo.

De ellos trata este libro, que es una advertencia, un cuento de terror con final feliz o un empujón a una puerta que se resiste a abrirse."


.

De ellos, de estos "Ogros" trata el libro: Las Memórias del Ogro, de Fulgéncio Robledero, este escritor es joven y con muy buenas ideas...Tiene todas las características de un ateo, pero en ningún momento, por lo menos hasta ahora, no percebí ningún intuito de hacer del "Ateísmo" una religión... Un "Movimiento Ateo"... Que en mi concepto visa unicamente el poder... Hacer un análisis objetivo y imparcial acerca de la história de la humanidad es un buen "ejercício racionalista"...

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Jangadeiro

Os jangadeiros

Joaquim Ribeiro

Por se apresentarem de forma mais típica e original, os jangadeiros do norte têm sido mais celebrados do que qualquer outro agrupamento de pescadores. São eles homens simples que, praticando muito embora o heroísmo cotidiano de enfrentar mares bravios, desconhecem a jactância ou a fanfarronada. Não usam embarcações de bom calado nem se valem dos recursos modernos da arte de navegar.

São, além do mais, os seus meios os mais rústicos e rudimentares, pois jangada pode ser considerada um fóssil de embarcação.

Eles mesmos fabricam esse curioso instrumento de flutuação, cuja invenção atribuem, num de seus racontos místicos, a São Pedro, o pescador.

A jangada é o produto cultural mais típico da vida dos praieiros nordestinos, e constitui um verdadeiro símbolo da civilização material do nosso litoral nortenho. Compõe -se, regularmente, de seis paus, depeiúba, podendo, às vezes, ser composto de cinco se o do meio for assaz grosso. Os dois paus do centro chamam-se meios, os dois imediatos bordos e os dois últimos memburas. Os acessórios da jangada, de popa a proa, possuem terminologia pitoresca. Ei-la:

Banco de vela — serve para sustentar o mastro grande e a vela.

Carlinga — tabuleta com furos embaixo do banco de vela, em que se prende o pé do mastro, mudando-se de um para outro conforme a conveniência da ocasião.

Bolina — tábua que, entre os dois meios e junto ao banco de vela,serve para cortar as águas e evitar que a jangada descaia para sotavento.

Vela — uma grande e única, de algodãozinho, de forma de um triângulo isósceles, cosida numa corda junto ao mastro, o que se chama palombar a vela; chama-se limar a vela, para ficar boa, enchê-la de limo verde, o que se consegue botando-lhe sangue de peixe com água salgada e deixando-a exposta ao sereno. Uma vela bem limada dura por dois anos, mais ou menos.

Ligeira — corda presa à ponta do mastro e nos espeques para segurar aquele.

Quimanga — cabaço que guarda a comida.

Cuia de vela — concha de pau com que se molha a vela quando venta, donde o ditado popular:

Enquanto venta,
água na vela...

Tapinambaba — (já vulgarmente pinambaba) maçame de linha com anzóis.

Samburá — cesto de boca apertada onde se guarda o peixe.

Bicheira — grande anzol preso num cacete, com que se puxa o peixe pescado para cima da jangada, a fim de não quebrar a linha.

Banco de governo à popa — no qual se assenta o mestre.

Macho e fêmea — dois calços à popa, onde se mete o remo, servindo este de leme.

Araçanga — cacete com que se mata o peixe pescado.

Ipu — arame com que é presa a linha ao anzol para o peixe não cortá-la.

Atapu — (corruptela do tupi, ita, pedra, e pu, grito) búzio com que o jangadeiro chama os fregueses à compra do peixe.

Há variantes dessas denominações populares: pinambaba, poita(corda), apeíba, etc., registradas nos Estudos cearenses, de Florival Seraine.

Na construção das jangadas, lembra Gilberto Freire no Guia prático, histórico e sentimental da cidade do Recife, observa-se certo ritual lunar:

"Não serram madeira para jangada nem caibros para mocambo em noite de lua cheia que a madeira apodrece."

Aquele outro estudioso, F. Seraine, ainda informa: "Comumente a tripulação de uma jangada é a seguinte: mestre, proeiro, rebique, ebico de proa.

O mestre é aquele que governa a embarcação, dirigindo-a para toda parte. Fica colocado geralmente entre o banco de governo e os espeques. Suas ordens são respeitadas pelos outros tripulantes. Oproeiro é o que fica localizado próximo ao samburá; sustenta a corda da jangada, molha a vela, quando vai de terra para o alto-mar.Rebique é o pescador que está colocado na parte mais anterior da jangada e o bico de proa, aquele que fica atrás do rebique, na bolina; molha a vela, quando a jangada vem do mar para a terra."

É com essa máquina rudimentar que os jangadeiros trabalham na lida marítima. Conhecem as épocas das boas pescarias, guiam-se pelos astros e trazem para os mercados e feiras praianas, dentre outros, os peixes alimentícios: cavalas, garoupas, arabaianas, siobas, biquaras, sirigados, séreas, etc.

Pescam também cangulos, "cuja sopa, feita com a cabeça do peixe, é alimento de grande fama local como nutritivo, dizem que até como afrodisíaco."

E, aí, nessas feiras são vendidos ao lado de bagres, caraúnas, budiões, arraias, xixarros, carapitangas, xaréus, aribebens, bocas-moles, palombetas, etc.

A técnica de pescar dos jangadeiros tem a sua originalidade local.

Consideram o mês de novembro como o mais propício às pescarias. É tempo em que a "ventania tá larga", segundo dizem.

As constelações que no entender deles apontam "boa saída pra terra" são: o Cruzeiro do Sul, o Cruzeirinho e a Estrela de Pernambuco.

Afirmam que "quatro ventos cardeais" e "doze ventos gerais" são os mais úteis para a direção da jangada.

Na praia de Acaraú e em outros lugares festejam o êxito das pescarias. No Mucuripe, porém, não fazem festejo algum.

Há peixes que exigem, em suas pescarias, técnicas especiais. A apanha dos peixes voadores é feita de modo inédito e pitoresco, conforme divulga Roquete Pinto, baseado em Domingos Barros:

"Assim, os praieiros do Rio Grande do Norte inventaram um processo de pesca sem anzol e sem rede... para apanhar voadores." Da praia, diz Domingos Barros, o pescador avista ao longe a manta de voadores correndo e voando em certa direção. Rápido, apresta a jangada e larga-a. Nas vizinhanças do cardume esmaga e esfrega nos nordos da embarcação os intestinos de peixes anteriormente apanhados." Então, os peixes voadores precipitam-se sobre a jangada, atraídos pela carniça; e os jangadeiros os vão colocando dentro das cestas, sem mais trabalho. Às vezes sucede de que a jangada corre risco de virar, porque outros voadores vêm se atirar sobre os primeiros, ultrapassando o peso que comporta a embarcação. Então o caçador começa a fugir da caça... o jangadeiro trata de ganhar a costa, perseguido pelo bando.

Persiste ainda entre os praieiros do norte o costume de registrar o horário das marés em frases rítmicas e proverbiais:

Lua fora, lua posta
Quarto de maré na costa

Lua nova, lua cheia
Preamar às quatro e meia

Lua empinada
Maré repontada


Atribui Pereira da Costa, no Mosaico pernambucano, tais provérbios aos antigos práticos do porto de Recife. A verdade, porém, é que se trata de tradição mais antiga, que remonta aos antigos navegadores, tanto que em Portugal ainda hoje sobrevivem ritmos de análoga natureza.

A origem da jangada é resultado de uma convergência de elemento ameríndio (tupi-guarani) e de elemento indo-português. Os tupis conheciam a jangada sem vela, não há dúvida. Na carta de Pero Vaz de Caminha há descrição dessa embarcação primitiva. Por sua vez, os portugueses, na Índia Oriental, conheceram a jangada, inclusive de lá trouxeram a própria denominação.

A fixação desse tipo de embarcação se deu, sobretudo, no Nordeste.

No extremo-norte do ciclo costeiro, a jangada vai rareando. Na costa paraense, surgem as curiosíssimas vigilengas, embarcações com pitorescas velas em forma de asas de morcego. É algo de típico no delta amazônico.

Já para o sul do “ciclo da jangada” predominam as barcaças, que embelezam as enseadas e ancoradouros de Alagoas, Sergipe e Bahia.

Em todo esse ciclo costeiro, litorâneo, a pesca constitui a principal expressão da atividade sócio-econômica. Até nos folguedos, esse reflexo da economia local aparece. Haja vista, por exemplo, as seguintes adivinhas:

Sou fino e sou grosso
Sou pesado e maneiro
Sou filho do algodão.
Sou feito de carreira
(Tarrafa)

O que é, o que é?
Antes de ser, já o é?
(Pescada)

Ao lado da pesca, nas regiões dos coqueirais, a venda do coco, igualmente, representa fator apreciável na vida econômica do povo e, por sua vez, também aparece esse motivo local na vida lúdica do praieiro.

Colheu José Jansen no Maranhão:

Bonita torre,
bonitos cachos.
(Coqueiro)

No Ceará, Daniel Gouveia coligiu:

Sem entrar água,
Sem entrar vento,
Tem um poço
D'água dentro.
(Coco)

Há ainda, em alguns trechos do litoral nortista, as regiões de salinas. Aí a vida material já se diferencia e tende a deformar a técnica de vida do praieiro pela ação concomitante da industrialização do sal e a conseqüente politização dos trabalhadores das salinas.

A mancha cultural mais típica de todo o litoral do norte condensa-se na costa nordestina e, aí, o ponto mais denso é a área dos jangadeiros.

A fraseologia confirma o ambiente marítimo: "Missa e maré se espera em pé"; "O direito do anzol é ser torto"; "Tudo quanto cai no munzuá é peixe" (munzuá é um engenho de taquara para apanhar peixe); "O caranguejo por ser muito cortês perdeu o pescoço"; "Para não ser enforcado o caranguejo não tem pescoço"; "Por morrer um caranguejo não se cobre o mangue de luto".

(Ribeiro, Joaquim. Os brasileiros. Rio de Janeiro, Pallas; Brasília, Instituto Nacional do Livro, 1977, p.21-27)

domingo, 19 de abril de 2009

Un cuento celta: El destino de los hijos de Lir

Irlanda fue, una vez hace mu­cho tiempo, escenario del encuen­tro de sus cinco reyes que se reu­nieron para determinar quién de ellos debía ser la cabeza reinante sobre todos los demás. El rey Lir de la Colina del Campo Blanco estaba convencido de que él sería el elegido. Sin embargo, cuando los nobles entraron en concilio, eligieron como rey supremo a Dearg, hijo de Daghda, porque su padre había sido un gran druida y él era el mayor de sus hijos.
Entonces Lir enfurecido, abandonó la asamblea de los reyes y se marchó a su castillo de la Colina del Campo Blanco.

Los demás reyes decidieron ir tras él para casti­garle a lanza y espada por no rendir la debida obediencia al hombre a quien habían otorgado la supremacía: pero Dearg, el nuevo rey, lo prohibió diciendo: "Es mejor que le atemos a nosotros por los lazos del parentesco, para que la paz reine duradera en esta tie­rra. Así pues, enviadle, para que escoja entre ellas esposa, a las tres doncellas de más hermosa figura y mejor reputación de Erin, las tres hijas de Oilell de Aran, mis propias tres florecillas".
Entonces los mensajeros llevaron a Lir noticia de que Dearg le daría una hija de sus hijos. A Lir le agradó, y al día siguiente se puso en marcha con cin­cuenta carros desde la Colina del Campo Blanco. Y llegó al lago del Ojo Rojo, cerca de Killaloe. Y cuando Lir hubo visto a las tres hijas de Oilell, el rey Dearg le dijo: "Escoge una de las doncellas, Lir".
"No sé," contestó Lir, "cuál es la mejor de todas ellas; pero la mayor es la más noble. Es a ella a quien tomaré".
"Sea como quieras", dijo el rey Dearg, "Ove es la mayor, y para ti será, si tú así lo deseas".
Y Lir y Ove se casaron, y volvieron a la Colina del Campo Blanco
Más tarde tuvieron dos gemelos, un hijo y una hija, y les dieron los nombres de Fingula y Aod. Y otros dos hijos vinieron tras ellos, Fiachra y Conn.

Pero Ove murió cuando éstos nacieron, por lo que Lir se condolió amargamente, y, de no ser por el gran amor que sentía hacia sus hijos, habría muerto de pena.
El rey Dearg se apenó tanto de la suerte de Lir, que le dijo: "Nos afligimos por Ove y por ti; y por ello y para que nuestra amistad continúe viva, te daré a su hermana, Oifa, por esposa".
Lir aceptó, y finalmente se unieron en matrimonio, y él la llevó a su castillo.
Al principio, Oifa sintió afecto y respeto por los hijos de Lir y su hermana, pues ciertamente, nadie que viese a los cuatro niños podía evitar darles todo el amor de su alma. Lir se desvivía por los niños, tanto que éstos dormían siempre en unas camas grandes frente a la de su padre, el cual solía levantarse con los primeros albores, cada mañana, para tenderse entre ellos. Pero, quizá debido a esto, pronto el dardo de los celos penetró el corazón de Oifa, que comenzó a mirar a los niños con odio y enemistad.

Un día mandó que le preparasen un carruaje, y montó en él, los cuatro hijos de Lir. Debía conducirlos al castillo del rey Dearg por deseo del propio rey.
Fingula no deseaba hacer aquel viaje con ella, porque había tenido un sueño la noche anterior que le advertía contra Oifa: pero no logró escapar a su destino.
Y así cuando la carreta llegó al Lago de Oaks, Oifa dijo a la gente de allí: "Matad a los cuatro hijos de Lir, y os daré, a cambio, cualquier tipo de recompensa que deseéis". Pero todos rehusaron y le dijeron que sus intenciones eran malignas.

Entonces, sintió deseos de tomar una espada y matar ella misma a los niños, pero su propio miedo y su debilidad se lo impidieron así que los llevó hasta el lago con la excusa de bañarse, y éstos hicieron lo que Oifa les dijo. Mas tan pronto como estuvieron dentro del lago, agitó sobre ellos una varita de Druida para encantamientos y conjuros, y les dio la forma de cua­tro hermosos cisnes, completamente blancos, y les cantó esta canción:
"Deslizaos sobre las salvajes olas,Hijos del rey,En adelante, vuestros sollozos se mezclaránCon los gritos de las aves".
A lo que Fingula contestó:
"¡Bruja! ¡Ahora sabemos lo que en verdad eres! Quieres que vaguemos de ola en ola. Pero de vez en cuando descansaremos sobre las islas
Nosotros recibiremos descanso, y tú serás castigada.Aunque nuestros cuerpos queden aquí en el lago,Nuestras mentes volarán a casa".
Y esto añadió: "Asigna un fin a la ruina y la desgra­cia que has traído sobre nosotros".
Oifa rió y dijo: “No seréis liberados, hasta que la mujer del Sur se una al hombre del Norte; hasta que Lairgnen de Connaught se case con Deoch de Munster. Nadie tendrá poder para sacaros de esas formas. Vagaréis sobre los lagos y arroyos de Erin durante novecientos años. Y solamente esto os concederé: conservaréis vuestro propio habla, y no habrá música en el mundo que iguale a la vuestra, a la lastimera música que vosotros cantaréis". Lo que dijo quizá al sentirse algo arrepentida por el enorme mal que había hecho.
Y entonces entonó esta canción:
“Lejos de mí, hijos de Lir Juguetes de los vientos desde ahora; Hasta que Lairgnen y Deoch se unan, Hasta que os halléis al noroeste de la Roja Erin. Una espada traicionera atraviesa el corazón de Lir, De Lir, el poderoso campeón, Y aunque yo he empuñado la espada, Mi victoria me hiere el corazón también a mí”.

Después hizo girar a sus caballos y continuó su viaje a la morada del rey Dearg.
Cuando llegó, los nobles de la corte le pregunta­ron dónde estaban los hijos de Lir, y Oifa les respon­dió:
—Lir no quiere confiarlos al rey Dearg.
Pero Dearg sospechó, en silencio, que la mujer les había jugado alguna traición y, de acuerdo con sus temores envió mensajeros a la corte del Campo Blanco. Lir preguntó a los mensajeros:
—¿Para qué habéis venido?
—Para recoger a tus hijos, Lir —dijeron.
—¿No han llegado a vuestra corte con Oifa? —preguntó extrañado Lir.
—No —replicaron los mensajeros— Oifa dijo que tú no habías dejado a los niños ir con ella.

Lir, al oír tales cosas, sintió una melancolía y tris­teza profundas en su corazón, porque supo que Oifa había hecho algún mal a los niños, e inmediatamente partió hacia el Lago del Ojo Rojo.
Y cuando los hijos de Lir le vieron venir, Fingula cantó esta canción:
“Bienvenida sea la cabalgata de corceles Que aproximándose está al Lago del Ojo Rojo, Mágica y afligida compañía Sin duda andando en nuestra busca. Deslicémonos hasta la orilla, oh Aod, Fiachra y querido Conn Ninguna hueste bajo el cielo pueden aquellosjinetes ser sino el rey Lir con su poderoso séquito”.
El rey Lir, alcanzando la orilla, escuchó a aquellos cisnes hablar con voces humanas. Y, dirigiéndose a ellos, les preguntó quiénes eran. Fingula le respondió diciendo: “Somos tus pro­pios hijos, traicionados por tu esposa, hermana de nuestra propia madre, a causa de su mente malévola y de sus celos”.

“¿Cuánto tiempo ha de durar este conjuro sobre vosotros?”, inquirió angustiado Lir.
“Nadie puede liberarnos hasta que la mujer del Sur se una al hombre del Norte; hasta que Lairgnen de Connaught se case con Deoch de Munster”.
Entonces. Lir y su gente elevaron al cielo gritos de pena, sollozos y lamentaciones y permanecieron junto a la orilla escuchando la melancólica melodía de los cisnes hasta que al fin se alejaron volando, y el rey Lir emprendió de nuevo su marcha a la corte del rey Dearg. Allí contó lo que Oifa había hecho a sus hijos. Dearg utilizó su poder sobre Oifa y le ordenó que dijera qué forma en el mundo le parecía la más fea de todas. Ella contestó que la forma de un demonio del aire.

“En esa forma, pues, te convertiré”, dijo el rey Dearg, y agitando sobre ella su varita de Druida para encantamientos y conjuros, le hizo tomar la forma de un demonio del aire. Ella se fue volando al instante, y todavía hoy es un demonio del aire y eso será para siempre jamás.
Los hijos de Lir continuaron deleitando a los cla­nes Milesianos con la mágica dulzura de la armonía de sus canciones, y nunca se oyó en Erin melodía alguna que se pudiese comparar con aquella música, hasta que llegó el tiempo señalado para ellos de abandonar el lago del Ojo Rojo. Entonces Fingula declamó esta canción de partida:
“¡Adiós, rey Dearg, Señor de la sabiduría druídica! ¡Adiós padre querido, Lir de la Colina del Campo Blanco! Vamos a pasar el tiempo asignado, Lejos de las moradas de los hombres, en la corriente del Moyle, Amarga y salobre será nuestra suerte, ¡Hasta que Deoch venga a Lairgnen! Venid pues, hermanos, una vez de mejillas sonrosadas; Partamos de este Lago del Ojo Rojo Y separémonos, con tibieza, de la tribu que os ha amado”. Y emprendieron su vuelo; y volaron altos, ligeros, etéreos, hasta que alcanzaron el Moyle, entre Erin y Albain.

Los hombres de Erin se apenaron por su partida, y desde entonces, se proclamó, a lo largo y ancho de Erin, que jamás sería matado ningún cisne.
Los hijos de Lir se alejaron completamente solos, volando llenos de frío, de pena y de nostalgia, hasta que un día una fuerte tempestad se desató sobre ellos, y Fingula gritó:
—Hermanos, designemos un lugar para volver a encontrarnos, si la fuerza de los vientos nos separara.
Y ellos le contestaron:
—Escojamos para encon­trarnos, oh hermana, la Roca de las Focas.
Entonces las olas se levantaron y el trueno bramó, los relámpa­gos resplandecieron, y la tempestad barrió la superfi­cie de las aguas, de modo que los hijos de Lir se vieron disparados por el ancho mar. Después de aquella gran tempestad vino, no obstante, una calma plácida, y Fingula, encontrándose sola entonó esta canción:
“¡Ay de mí, que todavía estoy viva! El hielo ha pegado mis alas al costado. Oh, mis tres amados, oh, mis tres amados, Que bajo el abrigo de mis plumas se escondían Hasta que los muertos vuelvan a los vivos. A los tres jamás volveré a encontrar!”.

Y emprendió el vuelo a la Roca de las Focas, donde al instante vio a Conn viniendo hacia ella con paso torpe y las plumas empapadas, y también a Fiachra, fría, mojada y fatigada; no podían decir una sola palabra, de lo ateridos y agotados que estaban: pero Fingula los cobijó para calentarlos bajo sus alas
Y les dijo:
—Si Aod estuviera con nosostros ahora, nuestra felicidad sería más completa.
Más al poco vieron a Aod venir hacia ellos con la cabeza seca y las plumas arregladas. Fingula lo puso bajo el plumón de su pecho, a Fiachra bajo su ala derecha, y a Conn bajo la izquierda, y entonaron este canto:
“Mala fue nuestra madrastra con nosotros, Utilizó su magia maligna, Enviándonos al norte, al ancho mar En la forma de cisnes mágicos. Nuestro baño en la orilla del lago Es la espuma de la marea de saladas crestas Nuestra parte de la fiesta de la cerveza Es la salmuera del mar de azules crestas”.

Un buen día vieron una espléndida cabalgata de corceles blancos como la nieve venir hacia ellos, y, cuando se acercaron, conocieron que eran los dos hijos del rey Dearg que habían estado prestándolos durante largas jornadas para darles noticias del rey y de Lir, su padre.
—Ellos están bien —les dijeron— viven unidos, y serían completamente felices si vosotros estuvieseis con ellos, o si al menos supieran a dónde habéis ido desde el día en que abandonasteis el Lago del Ojo Rojo.
—¡Nosotros no somos felices! —exclamó Fingula, y cantó esta canción:
”Esta noche son felices en la casa de Lir, Abundantes son su comida y su vino. Pero los hijos de Lir —¿qué ha sido de ellos Plumas tenemos por ropas de cama, Y por toda comida y vino La Blanca arena y la amarga salmuera, La cama de Fiachra y el lugar de Conn Bajo el abrigo de mis alas en el Moyle, De mi pecho tiene Aos su techo Y así todos juntos descansamos”.
Y los hijos del rey Dearg volvieron a la corte de Lir y contaron al rey la situación de sus hijos.
Al fin se acercaba el día para que los hijos de Lir cumplieran con su suerte. Volaron por la corriente del Moyle hasta la Bahía de Erris, y permanecieron allí hasta el momento de su lejano destino.

Una vez cumplido, viajaron hasta la Colina del Campo Blanco y lo encontraron todo desolado y vacío, sin nada más que verdes muros sin techo y sel­vas de ortigas. Ninguna casa, ni fuego, ni lugar habi­tado. Los cuatro se aproximaron más, y elevaron tres gritos de lamentación, y Fingula cantó:
“Es amargo para mi corazón Ver la morada de mi padre abandonada ¿Dónde están las jaurías de perros? ¿Dónde las mujeres y los valientes reyes? ¿Dónde los cuernos de vino y las tazas de madera? Ya nadie bebe en sus luminosos salones. Por el estado de esta casa veo Que su señor, nuestro padre ya no vive. Mucho hemos sufrido en nuestros años errantes, Flagelados por los vientos, helados por el frío; Ahora ha llegado el mayor de nuestros dolores. No hay hombre que nos conozca en la casa donde nacimos”.
Entonces, los hijos de Lir volaron a la Isla de la Gloria de Brandan el santo, y se establecieron en el Lago de los Pájaros hasta que el santo Patrick vino a Irlanda y el santo Mac Howg llegó también a la Isla de la Gloria.
Y la primera noche que Mac Howg pasó en la isla, los hijos de Lir oyeron la voz de su campana tañir por maitines, y se sobresaltaron llenos de terror; y los hermanos pidieron a Fingula una explicación.
—¿Qué es eso, queridos hermanos? —dijo—. No sabéis qué es ese sonido apagado y tembloroso que hemos oído.
Y recitó esta canción:
“Escuchad la campana del Clérigo, Plegad vuestras alas y elevad Gracias a Dios por su venida Agradeced haberlo oído, El os liberará de vuestro dolor, Y os llevará lejos de las rocas y piedras. Amados hijos de Lir Escuchad la campana del Clérigo”.
Y Mac Howg descendió hasta la orilla del lago y les preguntó:
—¿Sois vosotros los hijos de Lir?
—Ciertamente, lo somos —aseguraron.
—¡Gracias a Dios! —dijo el santo— Es por vosotros por quienes he venido hasta esta isla, más lejana que ninguna otra isla de Erin. Descended a tierra ahora, y depositad vuestra confianza en mí.

Ellos se posaron en tierra, y él hizo unas cadenas de brillante plata blanca, y puso una entre Aod y Fin­gula, y otra entre Conn y Fiachra.
Sucedía que en aquel tiempo Lairgnen, príncipe de Connaught, iba a casarse con Deoch, la hija del rey de Murister. Ella, que había oído la historia de los cis­nes y sentía un gran amor y afecto por ellos, había dicho que no contraería matrimonio hasta que tuvie­ra a los cisnes errantes de la Isla de la Gloria a su lado. Lairgnen envió por ellos al santo Mac Howg. Pero el santo no quiso entregarlos, y Lairgnen y Deoch fue­ron ambos a la Isla de la Gloria. Y Lairgnen fue a coger a los pájaros del altar: pero, tan pronto como puso sus manos en ellos, sus abrigos de plumas se desprendieron de sus cuerpos y los tres hijos de Lir se convirtieron en tres hombres ancianos, huesudos y marchitos y Fingulla entonó esta canción:
“Ven y bautízanos, oh clérigo, limpia nuestras manchas. Hoy veo nuestra tumba: Fiachra y Conn, uno a cada lado, Y en mi regazo, entre mis brazos, situad a Aod, mi bello hermano”.

Después de esto, los hijos de Lir fueron bautiza­dos. Y entonces murieron, y fueron enterrados tal como Fingula había dicho; Fiachra y Conn a cada uno de sus lados, y Aod delante de ella. Se levantó un túmulo de piedras sobre ellos, y en él se escribieron sus nombres en caracteres rúnicos. Tal que fue el destino de los hijos de Lir.

MITOLOGIA EGÍPCIA

Os deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação.
Para a cultura do antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si.
Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.
Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.



OS DEUSES EGÍPCIOS



NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun ( o sol nascente ) e Re ou Rá ( o sol do meio dia ).


ATUN, Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos freqüentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. Era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Shu o ar e Tefnut a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.



AMON, o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós, ele é o senhor dos templos de Luxor e Karnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá, sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país. À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.



RÁ ( ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.


SHU, é o deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Tem a tarefa de trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece frequentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades da enéade de Heliópolis. Era associado ao Leão.


TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.


NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.


GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.


OSÍRIS, irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu...). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.



ÍSIS, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar (trono) que é o hieróglifo de seu nome.


SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.


NÉFTIS, é a esposa de Seth, mas quando este trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.

HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).


ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osiris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.


MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.


PTAH, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).


SEKHMET, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba ( dizem os textos ) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...



BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio ( Per Bast ) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.


KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranquilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati ( a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.


SEBEK, um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, eram protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.


TUÉRIS, (Taueret ) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.


KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.

Í BIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.

APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis a grande serpente.

A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.

De onde vem a expressão [sexta-feira 13]?

A supertição que ronda o número 13 é, sem dúvida, uma das mais populares. Sua origem é pagã, e não cristão, como muitos pensam, e remonta a duas lendas da mitologia nórdica.
De acorda com a primeira delas, houve no Valhalla , a morada dos deuses nórdicos, um banquete para o qual doze divindades foram convidadas.
Loki, deus do fogo, ficou enciumado por não ter sido chamado e armou uma cilada: ludibriou um deus cego para que este ferisse acidentalmente o deus solar Baldur, que era o favorito de seu pai, Odin, o deus dos deuses.
Daí surgiu a idéia de que reunir treze pessoas para um jantar era desgraça na certa.
A associação com a sexta-feira vem da Escandinávia e refere-se a Frigga, a deusa da fertilidade e do amor.
Quando as tribos nórdicas e alemãs foram obrigadas a se converter ao cristianismo, a lenda transformou Frigga em bruxa, exilada no alto de uma montanha.
Dizia-se que, para se vingar, ela se reunia todas as sextas-feiras com outras onze bruxas e o demônio, num total de treze entes, para rogar praga sobre os humanos.
Isso serviu para incitar a raiva e a animosidade das pessoas contra Frigga, embora nem se quer existissem figuras malignas como o Diabo nessas culturas.
Como a sexta-feira era um dia sagrado à deusa e, portanto, ao feminino, o advernto ao patriarcado fez com que esse dia fosse o escolhido para ser dia amaldiçoado, como tudo o que dizia respeito às mulheres – a menstruação, as formas arredondadas, a magia, o humor cíclico, o pensamento não-linear etc.
A Última Ceia, portanto, é uma posterior releitura dos mitos originais, onde havia 13 à mesa, às vésperas da crucificação de Jesus, que ocorreu em uma sexta-feira.
O 13o convidado teria sido o traidor causador da morte de Jesus, exatamente como Loki foi o causador da morte do filho de deus.
A idéia do 13 como indicio de má sorte surge da concepção que o judaico-cristianismo tem da morte, que não é, necessariamente, a idéia que Jesus teria tido.
Especula-se, inclusive, que Jesus, sendo um sábio iniciado, possa ter estipulado o número de pessoas à mesa em 13 precisamente por causa da magia do número.
Nas cartas do tarô, o Arcano 13 é a carta da morte, até por uma possível associação com as letras hebraicas.
Estudantes da prática interpretam a carta como um sinal de mudanças do ponto de vista, de formas de viver, e profundas transformações internas e externas.
Mesmo quando se refere a morte física, na concepção religiosa, esta não representa um fim em si mesma, afinal os povos antigos viam a morte como transmutação, uma passagem para outro mundo ou plano de existência, em geral com uma conotação evolutiva.
Por esse motivo, as tradições de magia ocidental, como a Wicca (bruxaria moderna), sugerem o número de 13 participantes em rituais.

sábado, 18 de abril de 2009

Quien ama ají.

TODO PICANTE

El ají tiene la fama de ser una de las especies más picantes dentro de la gastronomía actual.

Su aspecto, generalmente es de colores naranja, amarillo, rojo , verde o morado, dependiendo del tipo de ají que se busca.

El “Aji amarillo” del Perú es de color verde y se vuelve color naranja cuando madura.

Uno de los atributos del ají es su sabor fuerte y picante y es por este motivo que se le conoce tanto. Es un sabor que despierta el sentido del gusto, diferente a lo ácido, dulce, amargo o salado.

En muchos lugares del mundo el picante es muy aceptado porque realza los sabores insípidos de los alimentos básicos.
Valores nutricionales

Los ajíes, variedad de los “Capsicums”, son una fuente importante de nutrientes.

Contiene más vitamina A que cualquier otra planta comestible, además de ser una excelente fuente proveedora de Vitaminas B y C, hierro, tiamina, niacina, potasio, magnesio y riboflavina. Para las personas que se cuidan de ciertos alimentos, el ají está libre de colesterol y grasas saturadas.
Usos

Añada ají y realce con su picante sabor los platos de cebiche, sopas, salsas, guisos, carne, aves y entremeses. Uselo también para decoración agregando color y sabor a sus recetas si lo esparce finamente picado.
Para guardar

Refrigerar los ajíes, sin lavar, entre dos hojas de papel toalla o en una bolsa de papel o plástico.
Para congelar

Abrir en dos los ajíes, retirar las semillas y guardar, enteros o picados, en bolsas plásticas selladas en el congelador.

El ají se usa también como colorante para comidas, como ingrediente farmacéutico y en muchas otras formas.
Historia

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El cultivo de plantas de aji o pimiento de este género tiene antigua data en México, Mesoamérica y la Cordillera de los Andes, ejemplo de ello son representaciones en frescos y piezas cerámicas de varias de sus especies además de recetarios que mencionan su utilización.

Históricamente, se asocia el ají con el viaje de Colón a América. Cristóbal Colón recibe el crédito por hacer introducido el ají en Europa y consecuentemente en Africa y Asia. En su primer viaje el encontró una planta cuya fruta tenía el picante de la pimienta. Colón lo llamó pimienta roja porque las plantas tenían los frutos rojos. Estas plantas fueron más tarde clasificadas como “Capsicum”.

Fue integrado de una forma muy útil a la gastronomía española y del resto de Europa (particularmente la gastronomía italiana), en gran medida para los embutidos ya que según crónicas y textos del s. XV éstos antes sólo contenían pimientas y vinagre para conservar los rellenos de los embutidos similares a los chorizos que aún se consumen en el Río de la Plata y en otras regiones y paises.

A diferencia de otras plantas comestibles provenientes de América, que tardaron décadas en ser aceptadas por los europeos, ésta conoció una rápida difusión mundial tras su llegada a España en 1493.

Una vez aclimatado, se acostumbró secarlo, molerlo y usarlo para condimentar y dar color a diferentes clases de platos. Ya a mediados del siglo XVI se cultivaban plantas de Capsicum en Italia, Alemania e Inglaterra.

Desde su descubrimiento fue incorporado inmediatamente a la cocina mundial.

Investigadores del “Capsicum” usan indistintamente los términos ají, chile o pimiento como términos vernaculares.

En la cocina húngara se utiliza frecuentemente la páprika sobre todo para condimentar el gulash o para especiar salchichas.

Durante los siguientes doscientos años, revolucionaría la gastronomía de los pueblos mediterráneos. El Capsicum americano transformó la cocina de China, India e Indonesia. Tal fue su aclimatación, que en muchos sitios de África y de la India se cree que los ajíes y el pimiento son originarios de esas regiones.

Tal cual se ha indicado en México se originó la palabra “chile” —del náhuatl chīlli. Por su parte, el término ají aunque pueda parecer una derivación de ajo, es una palabra del idioma taíno, que se hablaba en las Antillas Mayores, particularmente en Cuba, el nombre ají es más utilizado en las Antillas y en América del Sur.

En Argentina se utilizan, según los casos, las palabras ají (suele aplicársele a las variedades más picantes, como el ají quitucho y el ají cumbarí o cumbarí) y morrón.

En Uruguay, el términino ají se reserva para las variedades picantes (como el llamado catalán o el putaparió), denominándose morrónverde, rojo o amarillo a las suaves (conocidas en otros países como “ají morrón”, “ají dulce” o “pimiento”).

Capsicum
De Wikipedia


Capsicum annuum
Capsicum annuum
Clasificación científica
Reino: Plantae
Subreino: Tracheobionta
División: Magnoliophyta
Clase: Magnoliopsida
Subclase: Asteridae
Orden: Solanales
Familia: Solanaceae
Subfamilia: Solanoideae
Tribu: Capsiceae
Género: Capsicum
L.
Especies

* Capsicum annuum
* Capsicum pendulum
* Capsicum minimum
* Capsicum baccatum
* Capsicum abbreviatum
* Capsicum anomalum
* Capsicum breviflorum
* Capsicum buforum
* Capsicum brasilianum
* Capsicum campylopodium
* Capsicum cardenasii
* Capsicum chacoense
* Capsicum chinense
* Capsicum chlorocladium
* Capsicum ciliatum
* Capsicum coccineum
* Capsicum cordiforme
* Capsicum cornutum
* Capsicum dimorphum
* Capsicum dusenii
* Capsicum exile
* Capsicum eximium
* Capsicum fasciculatum
* Capsicum fastigiatum
* Capsicum frutescens
* Capsicum flexuosum
* Capsicum galapagoensis
* Capsicum geminifolum
* Capsicum hookerianum
* Capsicum lanceolatum
* Capsicum leptopodum
* Capsicum luteum
* Capsicum microcarpum
* Capsicum minutiflorum
* Capsicum mirabile
* Capsicum parvifolium
* Capsicum praetermissum
* Capsicum pubescens
* Capsicum schottianum
* Capsicum scolnikianum
* Capsicum stramonifolium
* Capsicum tetragonum
* Capsicum tovarii
* Capsicum villosum
* Capsicum violaceum

El género Capsicumají, chile o chili, pimiento, guindilla, morrón, peperonchino peperoncino comprende varias especies de plantas, emparentadas con el tomate, oriundas del Continente Americano; cuyo fruto – llamado en diversos países siendo muy conocido en Italia como es decir “pimientillo” – se consume en diferentes preparaciones y se emplea como base para colorantes en alimentos y cosméticos.

Características

Las especies de Capsicum son, casi sin excepción, plurianuales.

La planta, de tallo leñoso, forma normalmente un arbusto de hasta 15 dm de altura; algunas variedades alcanzan tamaños superiores.

Las flores son blancas o verdosas en la mayoría de las variedades, salvo en el C. pubescens, en que tienen un color violáceo.

El fruto —técnicamente una baya— varía en coloración y tamaño de acuerdo a la variedad; puede ser cúbico, cónico o esférico.

De interior hueco, está dividido en dos o cuatro costillas verticales interiores que portan las semillas, de color amarillo pálido —salvo en C. pubescens, que las presenta negras—.

Sin embargo, la mayor cantidad de semillas se aloja en la parte superior, junto al tallo. La carnosidad del pimiento también varía según la especie.

Cuando el fruto madura sus colores abarcan, según la especie, desde el blanco y el amarillo hasta el morado intenso, pasando por el naranja, el rojo brillante y el lavanda; el color verde es señal de inmadurez, aunque muchas especies se consumen también de ese modo.

La forma de propagación es mediante semillas que se mantienen viables hasta por tres años si se conservan en un ambiente adecuado.

El fruto es una baya con varias celdas las cuales están ligeramente unidas entre sí pues los tabiques que las separan no están interconectados.

En general los chiles picantes se pueden clasificar en dos grupos:


a. Frutas largas y carnosas que pertenecen a la variedad de Capsicum anuum

b. Frutas pequeñas que pertenecen a la variedad de Capsicum minimum.

Los tipos menos picantes que son los que se utilizan para industrializar y a nivel casero, por lo general pertenecen al primer grupo.

Están compuestos en un gran porcentaje por agua, en promedio un 74,3%. El contenido de proteína es de 2,3%, y el de carbohidratos de 15,8%; otros de los componentes son vitaminas y minerales.

Los parámetros para evaluar la calidad del chile picante son el picor, el color y la cantidad de vitamina C.

Variedades

El género incluye a una gran variedad de plantas, y los nombres comunes son frecuentemente ambiguos.

América
Ají Peruano.

En América se consumen varias especies. Junto con las variedades suaves de C. annuum, se consumen también otras picantes (como el chile serrano, empleado seco, entero o molido; el jalapeño, consumido en conserva; el chile pasilla y el serrano, de color oscuro y sabor dulce e intenso, empleados como base para el mole mexicano; o el “chiltepin” (el chiltepín es uno y el piquín es otro, la diferencia física radica en el tamaño.

El chiltepín es una bolita chica, casi del tamaño de un pimiento y el piquín es un poco más alargado) o “piquín”, Capsicum annuum var. glabriusculum, un chile pequeño e intensísimo); otras cuatro especies (C. baccatum, C. chinense, C. frutescens —”tabasco”— y C. pubescens —”rocoto—) se han domesticado y se producen con frecuencia.

Una variedad suave del C. annuum es el pimentón dulce. El Perú es el más grande exportador de pimentón dulce en el mundo, aunque no el más grande productor. El clima de su zona costera propicia la cosecha varias veces al año de una fruto con mucha intensidad de color, atributo este muy valorado para usos industriales.

Al fruto, en México y Centroamérica se le denomina chile.

El chile es uno de los ingredientes base de la comida mexicana, ya que con él se elaboran platillos donde se incluyen varios chiles, incluso, al comer, al chile se le pone chile.

En muchas partes de Sudamérica y en el Caribe se lo conoce como ají. En el Río de la Plata se denomina morrón.

En algunas zonas de la República Argentina, se denomina ají putalaparió o —eufemísticamente— “ají de la mala palabra a una variedad que causa intenso ardor en el paladar de los no habituados, el nombre “vulgar” no es antojadizo: en efecto, comúnmente la persona sorprendida por el intenso ardor profiere casi inmediatamente esta clase de imprecaciones.

Otro nombre es ají quitucho, con estos ajíes muy cáusticos se prepara un condimento en polvo llamado “sarampión” .

C. baccatum produce sobre todo una variedad larga, delgada y de color amarillento, conocida como “ají peruano” o “ají amarillo”; C. chinense, que produce probablemente los frutos más picantes, da entre otras la variedad habanero, cultivada en México y el Caribe como aderezo, de aroma frutal; de C. frutescens se conocen numerosas variedades, entre ellas el mexicano chile poblano; C. pubescens tiene como cultivar más conocido el rocoto peruano, de apariencia similar a un pimiento morrón pero de sabor muy picante y aromático. Asimismo, en la Amazonía Peruana se consume una variedad de C. frutescens, llamado ají charapita.


Rocoto

Es una variedad muy picante y carnoso que tiene su lugar de orígen en las zonas altas de América del Sur
Resiste temperaturas frescas sin daños y se puede cultivar exterior hasta el punto de congelación.
Historia

El cultivo del rocoto se remonta desde épocas pre-incas hasta la actualidad, es el principal condimento de nuestras comidas, usado principalmente por su sabor pungente (picante) sin que muchas veces se tenga idea del valor alimenticio, específicamente vitamínico y el papel importante que por ello podría estar desempeñando en la dieta diaria nacional, aún cuando sea usado en pequeñas proporciones .
El nombre científico Capsicum pubescens, su nombre comercial es rocoto perteneciendo a la familia Solanáceas, generalmente las zonas de producción son los valles andinos, la época de siembra es todo el año teniendo como ámbito un clima templado, favoreciendo una temperatura óptima que fluctúa entre los 18 a 20° C con una humedad relativa baja.
La cosecha se realizará cuando presente una coloración de fruto verde o maduro. Con buena manipulación agrícola se llega a rendimientos de 200,000 frutos/Ha. (Orbegoso,1954).
En cuanto a la duración del poder germinativo de la semilla de ají es necesario utilizar semilla de un año o máximo de tres, conservada 7 días en lugares frescos y ventilados por 20 días a una temperatura de 10° C y humedad de 80%.
El fruto es una baya seca aunque son frecuentes las variedades provistas de pulpa algo jugosas; en cuanto a forma, tamaño y color de los frutos, es muy variable según sus características genéticas; el tamaño en cuanto a la variedad es inconstante, al iniciarse la cosecha pueden ser de tamaño notablemente mayor que al término de ésta.
Siembra

Se ponen las semillas en agua por una noche y despues entre papel de cocina mojada en una caja de plástico a un lugar caliente 25°C a la sombra.
Germinación entre 4 semanas
Cultivo

Se ponen las semillas germinadas en una mezcla de una parte de arena y tres partes de tierra para cultivar con la maceta tapada con plástico o cristal y ponen a un lugar caliente y en la sombra.

Cuando la primera hoja esta completamente desarrollada se abre el cristal para entra de aire. Ralea las plantas peqeñas cuando tienen sus secundas hojas en una mezcla fértil y permeable y adaptarse lento al sol.

En Abril - Mayo en el jardín o en una maceta grande .

- Mantenga siempre mojada y abonarse semanalmente.
Cuna de los ajíes.

Cuántas variedades de ajíes se consumen habitualmente en Bolivia,. En sus distintas formas esta amplia familia es un fundamento de la comida criolla boliviana, pero, de la misma manera que ocurre con la papa o la quínua, se dejan de lado muchas variedades y la producción - consumo se concentra en unas pocas.
No es raro saber de estudios que tratan de rescatar las especies menos difundidas para preservar su bio potencial, esta vez aparece en Boing Boing esta nota sobre el trabajo de Joshua Tewskbury, un ecologísta de la Universidad de Washington, que está estudiando ajíes en Bolivia. Es bueno saber que su voz autorizada no cuestiona a Bolivia como la cuna de el ají,
… el hogar de docenas de especies silvestres que pueden ser los antepasados de todas las variedades de ají de el mundo -desde el suave pimiento campana, al moderado jalapeño, y al jolokia de piel dura, el ají más picante que he probado-.

Sin mencionar chiles, morrones, rocotos, locotos, peperonis y demás denominaciones y variedades regionales.
Europa

En España y Portugal se le llama pimiento o guindilla. El pimiento, que es la variedad más utilizada, suele ser poco picante, mientras que las guindillas son las variedades más picantes.

La variedades más frecuente se consume tanto inmadura (pimiento verde) como madura (pimiento rojo o amarillo), y también molida (pimentón). Es la conocida en otros países como “morrón” o “ají dulce”; es carnosa y de gran tamaño, con una forma cuadrada característica.

Otras variedades de C. annuum son el pimiento italiano (ver: pepperoni, pepperoncino), —alargado, delgado y de sabor ligeramente más ácre— que se emplea normalmente para conservas; el “pimiento de Padrón”, originario de la zona de Padrón, Galicia, que se consume por lo general antes de madurar. Es pequeño, de hasta 5 cm, y se caracteriza porque no se puede predecir por inspección visual si uno de ellos es picante o no.

El “pimiento del Piquillo”, originario de Navarra, también pequeño pero carnoso, empleado por lo general asado; y el “pimiento de Calahorra”. Exclusivamente seca se consume la variedad conocida como ñora, un pimiento pequeño y carnoso de sabor intenso típico de la zona de Murcia.

La más frecuente de las guindillas es la guindilla de Ibarra, una variedad de fruto alargado y amarillento, de hasta 10 cm de largo, consumida por lo general verde y en conserva. Madura y seca, se muele para obtener pimienta de Cayena.
Pimienta Cayena

La mal llamada pimienta roja o de Cayena (llamada así por la ciudad de Cayena, en la Guyana Francesa) es el polvo resultante de la molienda de los frutos de una o varias especies de Capsicum (chile o ají), previamente secados.

A la «pimienta roja» se la conoce también, más apropiadamente, como chile en polvo, guindilla, o ají molido, según las región.

Esta Pimienta es originaria de Panamá y México, de donde se expandió su cultivo hacia el norte de Sudamérica, centro y los países caribeños.

Pimienta de Cayena, no tiene nada que ver con la Pimienta. De hecho su nombre nace del despiste o equivocación que cometió Colón a su llegada a América. La palabra AJI viene del quechua (fruto picante). Cuando se extendió hacia el norte los aztecas mexicanos los llamarón chile y cuando llegó Colón, no se dió cuenta que se trataba de un pimiento picante (ají o chile), pensó que se trataba de la pimienta tan ansiada por los Españoles y que traían de Oriente. Así es que la bautizó como Pimienta de Cayena equivocamente.

Los países principales productores de pimienta son los de Centro América, en especial Panamá y Mexico. El principal país importador de pimienta es EEUU. Thailandia, Indonesia y la India, son tres países que hacen un gran consumo de ella, puesto que dicha cocina la utilizan como ingrediente habitual.

Cultivo

Para el cultivo, es necesaria una temperatura ambiente media de 20 ºC, sin demasiados cambios bruscos y con una tasa de humedad no demasiado alta. Requiere gran cantidad de luz, sobre todo durante el primer período de crecimiento después de la germinación.

El suelo ideal es el que posee buen drenaje, con presencia de arenas y materia orgánica. Todos estos requerimientos hacen que sean cultivados en invernaderos, donde el manejo de las condiciones exteriores son más controlables.

Las variedades dulces son principalmente obtenidas de invernaderos.

Algunas de las cosas que nos proporciona son ciertas, pero cabe señalar que algunas variedades han sido modificadas genéticamente, logrando una mayor resistencia a los cambios de clima, así como también a la variabilidad de terrenos….

Uso gastronómico

El ají tiene un uso muy extendido como condimento. Los mayas lo utilizaban en la preparación del cacao caliente o para moles. Actualmente, se los consume frescos, fritos o asados, en conservas y para pimentón, triturando o moliendo los granos. Es un ingrediente tradicional de las comidas de México, Perú y Bolivia. En la zona andina ají también se usa como término genérico para cierto tipo de guiso semejante al ajiaco.

Es un ingrediente muy utilizado en la gastronomía del Perú, y Bolivia así como en la del Río de la Plata (en Argentina y Peruana es infaltable para la preparación del chimichurri, o en el locro, la salsa criolla, parte del relleno de la mayoría de las empanadas, adobos para pizzas, tucos etc.), tanto por su sabor picante como para darle color a los platos preparados. Existen diferentes colores y tamaños de chile, desde el rojo o verde en sus diversas gamas de colores hasta el amarillo naranja. Aporta mucho calcio, vitamina A y vitamina C al organismo.
Capsaicina

El fruto de la mayoría de las especies de Capsicum contiene capsaicina, (8-metil-N-vanillil-6-nonenamida, C18H27NO3) y otros compuestos similares, que estimulan los receptores de calor y dolor de la epidermis, provocando así una irrigación sanguínea más intensa. Produce una fuerte sensación de quemazón en la boca (si no se digiere adecuadamente) a los consumidores poco habituados. La mayoría de los mamíferos encuentran esta sensación desagradable.

Sin embargo, no afecta a los pájaros, por lo que se considera que la secreción de esta sustancia es una medida de protección para evitar que sea consumida por ninguna especie a excepción de las aves, atraídas por los brillantes colores, que ayudan a propagar las semillas.

Otra característica del compuesto capsaicina es su singular propiedad que puede dormir la parte requerida, actualmente se aplica en forma de tópicos sobre la piel para hacer desaparecer el dolor, ésta tiene la propiedad de atravesar la pared celular de las neuronas receptoras del dolor e inervarlas (inhibiendo así totalmente cualquier dolor) sin afectar el funcionamiento de las otras neuronas, por este motivo se puede utilizar ya como un anestésico que no adormece ni entumece, por tal motivo se podría aplicar en afecciones con dolor crónico o, por el contrario, en situaciones de dolor agudo (por ejemplo mediante inyecciones epidurales durante los partos difíciles).

También la capsaicina es un remedio bastante efectivo; los alimentos preparados con pimienta de Cayena se conservan mejor, una de las razones por las cuales esta especia es popular en regiones tropicales. La cocina asiática, en especial la indonesia, malaya, la tailandesa y la india, adoptaron rápidamente la pimienta de Cayena (principalmente en los currys) tras su introducción por los europeos hacia el siglo XVII.

El Ají

por: Carola Román Rodrìguez

Picante cómplice de la sazón peruana. Esta es la historia de amor masoquista más puro que se cocinó en mi mesa.
Con el dulce infierno de sus besos y caricias hizo brotar muchas lágrimas. Es por él que el fuego en mi boca ruega por un vaso de agua para aplacar el dolor. Con encanto ardoroso supo vestir nuestras comidas de sabor y aroma.
El ají: picante cómplice de la sazón peruana Esta es la historia de amor masoquista más puro que se cocinó en mi mesa.
Con el dulce infierno de sus besos y caricias hizo brotar muchas lágrimas. Es por él que el fuego en mi boca ruega por un vaso de agua para aplacar el dolor. Con encanto ardoroso supo vestir nuestras comidas de sabor y aroma. A continuación un breve coqueteo con el cómplice confeso de la sazón peruana, el invitado más picante e infaltable.
Con ustedes……. el AJÍ.

El ají es el saborizante por excelencia .

¿Qué sería de la comida peruana sin él?

¿Sin ese revoltijo de sensaciones de dulce, amargo y ácido impregnados de dolor moderado?

¿Que haríamos sin el cebiche, la papa a la huancaína, el ají de gallina o el rocoto relleno?…
Ese sabor caústico, quemante es un placer que se disfruta de a pocos. Pedro Miguel Schiaffino, cheff internacional sostiene convencido: El gusto por lo picante es como una droga, es adquirido, tú cada vez puedes comer más. Empezando poquito a poquito se amplia tu capacidad de resistencia.

Si a la primera pruebas demasiado ají entonces no te va a gustar” señala. Quien sabe, tal vez de esta auténtica experiencia de investigación y capacidad de aguante de nuestro paladar, pueda que haya nacido una frase popular tan nuestra…

Se sufre, pero se goza.
Pero uno puede disfrutar de sus bondades de diferentes maneras. El picante en los ajíes esta en el calor que corre por sus venas y piel (complejo químico llamado capsaicina) , pero la carne no pica. Entonces se utilizan sus cualidades aromáticas y el sabor un tanto dulzón que diferencia nuestra comida de la mexicana por ejemplo.Existen muchas variedades
Curiosamente cuando vamos al mercado a comprar ají amarillo o anaranjado, para preparar nuestra salsa a la huancaína, estamos comprando el denominado ají verde. En cambio el ají colorado se usa más por su sabor y generalmente se consume seco; en tal estado es el popular ají panca. El ají limo, es pequeño pero muy picante y se convierte en el más deseado, por ser el fiel acompañante de nuestro cebiche.
En la amazonía los ajíes son tres o cuatro veces más aromáticos. Tenemos el ají charapita que contradiciendo el mito no pica mucho. La malagueta es el ají más picante del oriente peruano, pero no tiene tanto aroma. Generalmente en cuestión de ardores y picores, los ajíes tienen un picante inversamente proporcional a su tamaño.Amor a la mexicana
Los mexicanos lloran por las novelas, el tequila y el ají, que duda cabe. Este país hermano explota mucho más sus picantes características. El ají charro, el chile, lo exportan desde seco hasta ahumado. Las variedades de ajíes que utilizan van desde los fermentados hasta los maduros, frescos o procesados, enteros, picados o molidos; congelados, enlatados o envasados; con vinagre o sin él.
La realidad peruana es diferente: Nos falta experimentar, investigar, por ejemplo el rocoto siempre lo encontramos fresco pero nunca seco, no somos muy innovadores, nos dejamos llevar por lo tradicional“, señala Schiaffino.
En cuanto a la paternidad del ají, los especialistas señalan que Bolivia vio nacer a los primeros retoños ante la voz de protesta de los mexicanos. Ese ají original, el papá de todos los ajíes, lo puso el Señor allá en la selva de Bolivia“, señala en tono enfático el doctor Fernando Cabieses.
Dulce infierno

Con el boom de la gastronomía peruana en el mundo y los ojos foráneos puestos en la comida novoandina, la repostería hecha a base de ají hizo su aparición controversial en los festivales de repostería. Los cheasecakes, mousses y demás manjares se vieron amenazados por la atrevida incursión.

Todo tiene un límite, pero hasta los postres tienen dosis graduadas de sal, por lo que el ají no debería ser discriminado por puro prejuicio.
En suma, es provocador, lujurioso, incitante y delicioso. Su consumo proporciona una extraña sensación de placer en todo el cuerpo. Es irresistible de nacimiento y exquisito por naturaleza. Pretexto perfecto para la cervecita helada, el ají se apodera de los sabores y se apropia de nuestra mesa. Sabe conjugar el sabor con la variedad que nuestra gastronomía prodiga al mundo.
En la hoguera de las vanidades, el ají nos quema a voluntad. Buen provecho.
Salsa Picante

Existen cientos de tipos de salsas picantes

Una Salsa picante es una salsa altamente especiada empleada frecuentemente como condimento, y en algunos casos como salsa dip. En algunos países de las Antillas a las salsas picantes las suelen denominar pimienta.

* Estilo de Louisiana: es el más popular en Estados Unidos. El estilo de Louisiana (Louisiana-style hot sauce) contiene pimienta (son las más populares el Tabasco y/o Cayenne), vinagre y agua. Ocasionalmente algo de sal y/o Xanthan así como otros ingredientes. La salsa de tabasco, el Texas Pete, y la Frank’s Red Hot son ejemplos claros de este estilo de salsa picante al estilo de Louisiana. Esta salsa es popular fuera de EEUU. En New Orleans, las dos alternativas más comunes son a la salsa de tabasco son la Louisiana Hot Sauce y la Crystal Hot Sauce.

* Estilo Mexicano: las salsas al estilo mexicano se centran principalmente en el sabor que en el picante intenso. Las salsas son realmente picantes, pero se distinguen los sabores de las pimientas empleadas. Se usa el vinagre. El Chipotle es muy popular en Mexico como una salsa picante, que se empleaen los jalapeños ahumados por su sabor. Algunas de las salsas producidas en méxico tienen un alto contenido en vinagre comparado con las salsas del estilo Louisiana. El estilo mexicano de las salsas se produce fuera de las fronteras de México, de esta forma nos encontramos con la Kaitaia Fire en Nueva Zelanda).

* Estilo Asiático: las salsas picantes de Asia contienen generalmente más ingredientes que las elaboradas al estilo de Louisiana o Mexicano. Estas salsas generalmente son algo más dulces y tienen aroma de de ajo u otros ingredientes. Sin embargo las salsas procedentes de la cocina chinacocina india son las más picantes de todos los tipos. (especialmente de Sichuan y Hunan), la cocina tailandesa y

Remedios

El responsable del picante es la Capsaicina: es un aceite alcaloide y como tal es soluble en medios ácidos, grasa o alcohol.

Los efectos de la ingestión de una salsa picante es una sensación virtual de ‘demasiado calor’ y que puede ser remediado parcialmente con la ingesta de alimentos que contengan leche (productos lácteos), que a pesar de ser una sustancia alcalina por propia naturaleza contiene una proteína (caseína) que se une con los enlaces de la capsaicina, neutralizándola o una fuerte bebida alcohólica (cerveza contiene fundamentalmente agua) o por la ingesta de un alimento grasiento tal y como mantequilla, pan de mantequilla o crema de leche.

Algunas personas mencionan que se rebaja con tomate zumo de un limón fresco o lima (todos ellos son alimentos ácidos).

Azúcar granulado puede hacer algún alivio. Servir yoghurt con las comidas, tal y como se hace en la cocina india, también puede ayudar en caso de peligro.

Contrario a las reacciones naturales iniciales de la gente, beber agua (o soda, cerveza, o casi todas las bebidas que frecuentemenete tenemos a mano) hacen que la sensación de quemazón se ponga peor, ya que la capsaicina es un aceite y se disuelve peor en agua.

Mientras que el principal efecto de quemazón queda aliviado con el agua fresca, el mismo agua distribuye la capsaicina por toda la boca y garganta, causando mayor dolor.

Al lavarse las manos de la salsa caliente que haya caído en ellas, antes de que se vaya a un ojo, o por error caiga en la boca de un niño, conviene usar un medio ácido como por ejemplo el zumo de un limón o lima (Incluso vinagre), de esta forma se asegurar la completa eliminación de la capsaicina de la piel.

Esto es importante, porque además de afectar la boca y los labios, la capsaicina es altamente irritante a las membranas mucosas o a otras áreas sensibles tales como los ojos, la nariz y la región genital. El Jabón es alcalino, y su uso no garantiza aclarar toda la capsaicina.
Salsa picante 100% de Habaneros.

Salsa picante 100% de Habaneros.

* Escala Scoville mide la “calentura” de una salsa específica o pimiento
* Skhug
* Salsa Tabasco, muy popular en America
* Sriracha, muy popular en los restaurantes asiáticos
* Mojo, El nombre de diferentes tipos de salsa originado en las Islas Canarias
* Sambal, un condimento indonesio y malasio hecho de Chile sazona con pimienta
* Texas Pete
* Louisiana Hot Sauce, Salsa tradicional al estilo de Louisiana
* Crystal Hot Sauce, otra salsa tradicional al estilo de Louisiana
* Valentina, una salsa tradicional al estilo Mexicano
* Búfalo, salsa al estilo Mexicano
* Cholula hot sauce, una salsa versátil al estilo Mexicano
* Tapatío hot sauce, la más común de las salsas al estilo mexicano en EEUU
* Cackalacky Classic Condiment, algo picante - elaborado con batata
* Catara, salsa picante originaria del estado Amazonas de Venezuela
* Nando’s Peri-Peri Hot Sauces, La más famosa salsa picante de Sudafrica, elaborada pimientas Peri-Peri.

Guía del Cultivo de Ají - Chile

Preparación de tierra: Es necesario un buen preparación de tierra de una profundidad de 25 a 30 cm de profundidad para buena infiltración de agua, aeracion de tierra y control de malezas.
Siembra

* Marco de Siembra: 50 - 75 cm. entre surcos y 30 - 45 cm. entre plantas según la variedad
* Semilla necesario transplantada: 0.35 libras/Tarea
* Semilla necesario transplantada: 3.5 Libras/Hectárea
* Semilla necesaria: 0.5 libras/Tarea
* Semilla necesaria: 5 Libras/Hectárea
* (ajusta la cantidad por porcentaje de germinación de la semilla)
* Días a la germinación: 5 - 10 días
* Duración de poder germinativo: 2 - 3 años
* Población de Siembra: 1,600 - 3,800/ Tarea
* Cosecha : dependiendo la variedad: 60 - 90 días después a sembrar

Semillero y Transplante: Siembra primero la semilla en un semillero. Antes de sembrar el semillero tal vez es mejor desinfectarlo con fungicida o agua caliente. Siembra la semilla por el semillero con una profundidad de 1 cm. Tapar el semillero con paja o cascara de arroz y manténgalo mojado hasta que nacen las plantas. Transplantarlas a las 4 semanas de nacer las plantas o cuando tiene 4 - 5 hojas, transplantar a un surco o camellón doble.

Surcos simples: Trazan surcos con 20 cm de altura y 40 cm entre surcos. Transplantan las plantas encima con una distancia entre plantas de 30 - 45 cm. Es muy importante regar las plantas después transplantarlas rápida.

Doble Camellones: trazan camellones de 20 cm de altura y 60 cm de ancho. Transplanta dos hilares por camellón con 50 - 75 cm entre hileras con una distancia entre plantas de 30 - 45 cm. Es muy importante regar las plantas después transplantarlas rápida.

Fertilización
Nitrógeno

Nitrógeno Total necesario = rendimiento potencial por 1.7 (unidades de nitrógeno por quintal Ají)

Un quintal = 220 Kg (Rendimiento Kg/HA por 0.008)

Nitrógeno para aplicar = Nitrógeno total menos nitrógeno en el suelo y menos nitrógeno en estiércol si hay
Fósforo

Tabla de recomendaciones de fósforo por vario niveles de fósforo en el suelo por un rendimiento de 3600 a 5000 Kg/HA
Nivel Relativo Fósforo (P) - Brayppm Fósforo (P) - Olsenppm Fertilizante fósforo puro a aplicar
Muy bajo menos de 1 0-3 320
Bajo 1-2 3-6 240-320
Mediano 3-8 7-10 160
Alto 8-28 11-21 0-160
Muy Alto 28 = 21 + 0

Si el pH es mas de 7.5 y niveles de carbonato de calcio es mas de 1% aplicando el fósforo en una banda ayuda con la disponibilidad de fósforo. Si aplica por una banda no pone la semilla en la banda o va a ver problemas con germinación. Mantenga una distancia de 8 a 10 cm entre semilla y banda de fertilizante. Si aplico estiércol al campo, aplica menos fósforo.
Potasio

Tabla de recomendaciones de potasio por vario niveles de potasio en el suelo por un rendimiento de 3600 a 5000 Kg/HA
Nivel Relativo Potasio (K) ppm Fertilizante de potasio puro para aplicar
Muy bajo 0-50 320
Bajo 51-100 240
Mediano 101-150 120
Alto 151-250 0
Muy Alto 251 + 0

Problemas con potasio no son muy comunes en suelos arcillosos. Es más común en suelos arenosos.

Ají necesito algo alto cantidades de potasio. Cada libra de Ají tiene una libra de potasio. Señas de falta de potasio son hojas con la orilla amarillo o quemado.
Zinc

Problemas con zinc ocurren más en suelos alcalino, con bajos niveles de materia orgánica. Aplicando zinc por una banda es mejor y más va a estar disponible. Se puede aplicar 50 % menos zinc por tarea sí esta en una banda. Zinc viene en forma seca como sulfato de zinc (ZnSO4).

Tabla de recomendaciones de zinc por vario niveles de zinc en el suelo por un rendimiento de 3600 a 5000 Kg/HA
Nivel Relativo Zinc (Zn) en ppm Fertilizante de Zinc puro para aplicar Cantidad de 20% sulfato de zinc (ZnSO4) a aplicar
Muy bajo 0-0.2 4 10 - 20
Bajo 0.3-0.4 2 5 - 10
Mediano 0.6-0.8 1 0 - 5
Alto 0.8-2.0 0 0
Muy Alto 2.1 + 0 0
Salinidad

Ají tiene algo tolerancia de salinidad y menos cuando esta pequeño. La EC o medida de salinidad tiene que estar menos de 2.0 o no va a producir bien. Recomiendo menos cantidades de fertilizante en suelos salinos.
pH

El Ají le gusta un pH entre 5.5 a 7.5, pero con manejo puede dar buen cosecha en tierra más alcalino.

Plagas Principales de la Ají
Nombre Común Nombre Científico Lugar que Ataque Otro
Gusano CornudoGusano de la Cebolla Manduca sextaSpodotera sp. Hojas Ocasionalmente es un problema. Si hay mucho daño controlarlo con piretroides
Cotorria Diabrotica sp. Hojas Comen hoyos por las hojas. Si hay mucho daño controlarlos con insecticidas.
Mosca Blanca Bemisia sp. Hojas Transmite enfermedades de Mosaicos. Si hay muchos puede afectar la calidad.
Salta Hojas Empoascas Hojas Si hay mucho la toxina que tiene el empoascas puede amarillarse las hojas. Control: insecticidas sistemicos.
Afidos Aphis sp.Myzus persicae Hojas Transmite enfermedades de Mosaicos. Si hay muchos puede afectar la calidad. Benéficos contrólarlo mucho veces
Enfermedades Principales de la Ají
Nombre Común Nombre Científico Tipo Otro
Tizón Tardío Phytophthora infestans Hongo Enfermedad seria. Puede matar una plantación en 7 - 10 días.Humedad, lluvia y nueva hojas bien sana favorezca.Síntomas: lesiones café o negro por las hojas o tallos con amarillo alrededor. Hay un velloso blanco cuando hay humedadControl: Fungicidas preventivos. Hay que aplicar antes que cierra la plantación y monitorear.

Aplicar fungicidas cada 5 - 7 días si presenta el hongo. No sobre aplicar riego ni nitrógeno.
Tizón Temprano Alternaria solani Hongo Similar al tizón temprano pero no es tan serio.Plantas o hojas en madurez.Síntomas: quemado en forma circulo.Control: fungicidas preventivos en última etapa. Aplicando nitrógeno se puede controlar.
Mosaico Varios Virus Sintomas: Hojas amarillas solo en partes, arrugadas y brillosas.Control: Semilla sana, intersaque de las plantas infectada y controlar los afidos
Enfermedades de suelosMal de TalloDamping Off PithiumPytophoraRhizoctonia Hongos Cuando las plantas esta pequeñas mueren con daño al tallo.Control: desinfectar el semillero antes de sembrar.
Amarillarse Fusarium Hongo Amarillarse las hojas y tallo. Se inicia desde la base del tallo y raíz hacia arriba. Comienza por lo general poco después del transplante.
Mancha Bacterioso Xanthomonas vesicatoria Bacteria Sintomas: pequeñas manchas verde amarillento y después ponen necrótico las manchas.Control: Semilla sana.

Escala Scoville

Chile Habanero, uno de los pimientos más picantes, perteneciente al género Capsicum. Muchos habaneros oscilan entre las 200.000–300.000 SHU. La variedad Red Savinas puede llegar a las 580.000 SHU.


Chile Habanero, uno de los pimientos más picantes, perteneciente al género Capsicum. Muchos habaneros oscilan entre las 200.000–300.000 SHU. La variedad Red Savinas puede llegar a las 580.000 SHU.

La escala Scoville es una medida de picor en los ajíes (también conocidos como chiles, morrones o pimientos). Estas frutas del genero Capsicum contienen Capsaicina, un componente químico el cual estimula el receptor térmico en la piel, especialmente las membranas mucosas. El número de unidades Scoville (SHU) (del inglés Scoville heat units) indica la cantidad presente de Capsaicina. Muchas salsas picantes usan la escala Scoville para publicitarse en los centros comerciales.

Esta escala fue nombrada por Wilbur Scoville, quien desarrolló El Examen Organoléptico Scoville en 1912. Éste consiste en una solución con extracto del chile, que es diluida en agua azucarada hasta que el picante ya no puede ser detectado por un comité de (normalmente cinco) examinadores; el grado de disolución del extracto da su medida en la escala.

Así, un chile dulce, que no contiene Capsaicina, tiene cero en la escala de Scoville. Sin embargo entre los chiles más picantes como el habanero, encontramos un grado de 300.000 o más. Esto indica que el extracto fue diluido 300.000 veces antes que la Capsaicina fuese indetectable. La gran debilidad de este método recae en su imprecisión, pues la prueba está sujeta a la subjetividad humana.
El Ají más Picante del Mundo

Los chiles pican porque contienen una sustancia química llamada “capsaicina” , la cual es un compuesto producido por la planta como un mecanismo de defensa.

Esto es, para evitar ser ingerida por mamíferos herbívoros, a los que produce una fuerte sensación de ardor en la boca. Las aves, por contraste, en general no son sensibles a esta sustancia.

En 1912, Wilbur Scoville creó una escala para medir el grado de picante de los chiles. Originalmente esto era sólo una evaluación subjetiva, pero hoy, con el beneficio de la cromatografía de líquidos, la escala Scoville se ha transformado en una medición objetiva del contenido de capsaicina en cualquier sustancia.

De esta forma, se dice que, por ejemplo, el chile poblano tiene unas mil unidades Scoville, y el jalapeño, entre 2,500 y 10,000. El habanero alcanza entre 80 y 300 mil unidades Scoville, a veces más. El límite de la escala es 16 millones de unidades Scoville, lo cual corresponde a la capsaicina pura. Muy tóxica, por cierto.

La pareja de científicos y criadores ingleses Joy y Michael Michaud han producido el chile más picante del mundo. Los Michaud partieron de una variedad de chile de Bangladesh conocida como “Naga Morich” y, después de un proceso de cría y selección, obtuvieron una nueva variedad, que nombraron “Dorset Naga”.

El engendro alcanza las 923 mil unidades Scoville, y ya ha sido aceptado para su inclusión en el libro de récords Guinness.

Y paisanos, antes de que se pongan todos machitos a pedir una muestra para darle una mordida y enseñar a los ingleses cómo se come el chile (sí, ingleses, esos que le encuentran gusto al tecito con una nube de leche, no offense, Gwyn), considere que el chile más picante registrado anteriormente era un habanero monstruoso de 570 mil unidades, lo cual es francamente obsceno.

Cinco veces más picante que el habanero típico con que prepararía unos tacos de cochinita pibil. La variedad inglesa es casi el doble de irritante que eso. De verdad, se lo aseguro, realmente no quiere poner uno de estos en su torta ahogada (tip: este chile debe usarse tocando la comida con él).

Escala

El grado de picante de cualquier pimienta, tal y como se muestran en la escala en “unidades Scoville,” es imprecisa, debido a que las propias especies tienen variaciones —que pueden cambiar en un factor de 10 o incluso de más—dependiendo del cultivo, el clima o incluso el terreno de cultivo (esto es especialmente verdadero en los habaneros). Las imprecisiones descritas en los métodos de medida contribuyen a la imprecisión de los valores (esto lo saben los que comen pimientos de Padrón: “Unos pican otros no“). Cuando se interpreta un cuociente de la escala se debería tener esto en mente.[1]
TABLA DE SCOVILLE
Unidades Scoville Tipo de Ají
15.000.000–16.000.000 Capsaicina pura[2]
8.600.000-9.100.000 Varios capsaicinoides, como homocapsaicina, homodihydrocapsaicina y nordihydrocapsaicina
2.000.000–5.300.000 Nivel estándar del aerosol de pimienta en EE.UU.[3] , munición irritante del FN 303
855.000–1.041.427 Naga Jolokia[4] [5] [6] [7]
350.000–580.000 Habanero Savinas Roja[8] [9]
100.000–350.000 Chile habanero,[10] Scotch Bonnet[10]
100.000–350.000 Chile datil, Capsicum chinense
100.000–200.000 Rocoto, chile jamaicano picante,[3] piri piri
50.000–100.000 Chile thai, chile malagueta, chile chiltepín, chile piquín
30.000–50.000 Pimienta roja o de cayena, chile picante peruano,[10] chile tabasco, algunos chiles chipotle
10.000–23.000 Chile serrano, algunos chiles chipotle
4.500–5.000 Variedad de Nuevo México del chile anaheim,[11][12] chile húngaro de cera
2.500–8.000 Chile jalapeño
1.500–2.500 Chile rocotillo
1.000–1.500 Chile poblano
500–2.500 Chile anaheim[13]
100–500 Pimiento,[3] pepperoncini
0 No picante, pimiento verde[3
TODO CHILE

El ají (picante) y el país tienen el mismo nombre, pero tienen diferentes orígenes.
El nombre del ají o “chile” procede del Náhuatl (Azteca) “chilli”, con el mismo significado, mientras que el nombre del país andino procede del Quechua (Inca) “chilli”, o “confín”, como los incas llamaban la parte sur de su imperio. Unos dicen que los Araucanos eran tan bravos que los Incas no pudieron llegar más al sur.

Así que dijeron este es el “confín”.
Todo el norte del actual Chile perteneció al imperio inca. El río “chili” pasa por Arequipa, ciudad del sur del Perú. Este nombre dió origen a “chile” como la región al sur de dicho río.
Pero en realidad, los mapuches sí eran muy bravos. Francisco Pizarro destruyó al imperio inca con menos de 200 soldados en menos de media hora. Mientras que los españoles estuvieron peleándose con otros españoles por más de 300 años no pudieron conquistar el sur de Chile.

Lo hizo Chile alrededor de 1883, aunque los mapuches se consideran un pueblo indómito.


Por eso, cuidado con mezclar Chile con el chile. Jejeje, bueno, “chile” tiene otro significado más en México. Los mexicanos le dicen “chile” al pene. Hay una historia muy entretenida. En una visita de un presidente de Chile a México, los mexicanos miraban al chileno sin saber si fueron insultados cuando en un discurso el presidente chileno gritó :

“¡México para los chilenos, y Chile para los mexicanos!!”
Esta confusión de “chiles” podría explicar por qué los Mexicanos se enojan y contestan con algo como:

“Pero no del picante, ¿verdad?” cuando uno contesta “de Chile” al serle preguntado “¿De dónde eres?”.

También explicaría por qué en la mayoría de los países piensan que América es mujer (el nombre termina en A, tiene cintura (Centro América) y poto (Brasil)), pero en México dicen que es travestí (porque tiene Chile). Y también explica el chiste de no confundir que dice:

No es es lo mismo decir: “El consulado general de Chile” que el “El general con su chile al lado”.
En inglés hay un par de palabras que también suenan parecido “chilly” y “chilli”. En inglés “chilly” quiere decir frío. “Pretty” quiere decir “bonito” y también quiere decir “bastante”.

Otra historia, relacionada con “chile”, cuenta que una vez un gringo iba manejando y tuvo que parar en la carretera para orinar. Era una noche muy fría. Cuando el gringo encontró “su arbolito”, vio que a un lado estaba un mexicano haciendo lo mismo. Para hacer un poco de conversación, el gringo le dice al mexicano:

“Pretty chilly!”. El mexicano orgullosamente le contestó, “Thank you!”.
Bueno, y esta otra anécdota sé que es verdad, pues me paso a mi : Cuando recién llegue a los Estados Unidos tenia una polola (novia) mexicana. Una vez invitamos a una pareja gringa a casa. No teníamos mucha comida, así que sólo les ofrecimos unas quesadillas.

Sin saber si a los gringos les gustaba el ají, les pregunté si querían que les preparásemos “chili” para sus quesadillas. Ellos nos dijeron que no nos preocupáramos, que no era necesario hacer algo tan elaborado. Les dijimos que no era problema y les ofrecimos ají picado con cebolla y tomates. Bueno, ellos lo miraron decepcionadamente y dijeron, “ahhh, salsa”. Tiempo después aprendí que “chilli”, en inglés, es una espesa sopa hecha con ají y porotos (frijoles).

En California, le dicen “salsa” a las mezclas como el chancho en piedra, chimichurri y el pebre.

Tzilli, Chile, sazón y ardor muy mexicano…

La gastronomía mexicana ha ganado un lugar de honor en la lista de las mejores del mundo; junto a ella, siempre estará el chile, tzilli o ají. Sea solo, crudo, en salsa, con tortillas, en antojitos, tentempiés, o bien en una comida formal, la respetable señora del chilito rojo seguriá presente en la mesa mexicana.

El chile es una de las herencias prehispánicas más preciadas en México. Sus antiguos habitantes lo usaban para condimentar los alimentos y era una de las especias más cotizadas. Hasta servía como medida de pago de los tributos exigidos por los aztecas, quienes habían desarrollado una verdadera cultura del chile: practicaban rituales asociados con él y de hecho, en ocasiones especiales era necesario abstenerse de comerlo. Esta práctica persiste en algunos pueblos indígenas.

En Olinalá, Guerrero el día 4 de Octubre Fiesta de San Francisco, se hacen grandes estandartes llamados masúchiles que se decoran con flores de cempasuchil y chiles. En algunas comunidades se acostumbra elaborar collares de chiles que cuelgan alrededor del cuello de San Francisco para alcanzar el cumplimiento de un milagro.

Hay más de un centenar de especies o tipos de chile. Los cronistas cuentan que “los había de todas formas y colores, de vaina alargada, pequeños y grandes, rojizos, anaranjados, negros, verdes, frescos y secos. Hay regiones de la República en las que el 80 ó 90% del total de su superficie cultivable está sembrada con chile. Su cultivo se asocia al del maíz, frijol y calabaza. Contiene más vitamina C que el limón y la naranja. Ha sido motivo de estudios científicos que han demostrado sus propiedades limpiadoras, purificadoras y expectorantes, por lo que es usado también como remedio curativo.

El nombre viene del náhuatl, chilliy se aplica a numerosas variedades y formas de la planta herbácea o subarbustiva anual Capsicum annum, de la familia de las solanáceas, aunque algunas corresponden a la especie arbustivo pereneC. frutescens.

El chile es originario de México, Centro y Sudamérica. Se cultiva en tierras templadas y calientes. En general alcanza de 30 a 80 cm de altura. El tallo es erguido, ramoso y liso. Las hojas son simples, alternas, generalmente aovadas, enteras, lisas, lustrosas, breve o largamente pecioladas, de 5 a 12 cm de largo.

Las flores son hermafroditas, axilares, solitarias, pedunculadas,actinomorfas, gamopétalas rotadas o subrotadas, blancas, verdosas o purpúreas; el cáliz es corto, generalmente pentalobulado; la corola está constituida por cinco pétalos soldados que pueden distinguirse por los cinco lóbulos periféricos; el androceo consta de cinco estambres cortos insertos en la garganta de la corola; el ovario es súpero, bilocular o tetralocular, con los lóculos pluviovulados, y está superpuesto por un estilo simple.

El fruto, también llamado chile, es una planta indehiscente erguida o péndula, incompletamente bilocular o trilocular, de forma y tamaño variable, dulce o picante, rojo o anaranjado cuando maduro y verde, blanco o purpúreo cuando inmaduro; contiene numerosas semillas reniformes pequeñas, las cuales, junto con las placentas (venas) que las unen a la pared del fruto, contienen en mayorproporción la oleorresina o sustancia picante llamada capsicina.

Su mayor consumo se realiza en tierras aztecas, aunque encuentra amplio mercado en Centroamérica, el sureste asiático (Corea, India, Pakistán y Tailandia) Estados Unidos y el este de Europa.

Su recorrido internacional se inició con la llegada de los españoles a México, quienes en principio confundieron a los chiles con pimientos verdes. Una vez en la península, el fruto tomó gran popularidad debido a que llegó precedido de fama de afrodisíaco, razón por la que fue prohibido en los mercados locales, logrando el efecto contrario, es decir, que se cotizara ampliamente.

La planta del chile pertenece a la familia de las solánaceas -la misma del jitomate, papa, berenjena y tabaco- y su proceso de producción dura todo un año, a lo largo del cual se prepara la semilla y tierra de siembra, se cultiva, riega, se mantiene libre de malezas, se aplica fertilizante y plaguicida, hasta llegar a la etapa de cosecha, selección y empacado.

El chile, además de ser uno de los condimentos más usados en la preparación de alimentos mexicanos, se usa en medicina popular como rubefaciente, vesicante, estimulante y estomáquico.

Muchas personas cuando salen de viaje a otros países llevan consigo salsas o, si es posible, una lata con chiles. Incluso algunos astronautas estadounidenses han hecho que se incluya la salsa picante en su comida.

La compañía Mcilhenny, de Avery Island, Louisiana, exporta anualmente más de 100 millones de botellas de 60 mililitros de salsa Tabasco a más de 100 países. Sus etiquetas están impresas en inglés, chino, francés, alemán, griego, italiano, japonés, español y sueco.

En países tan lejanos como Hungría, India, Tailandia. China y Corea, el chile es fundamental en su alimentación cotidiana.

Cada vez son más las personas en todo el mundo que comen chile y el ansia de hacerlo es como una adicción. Muchas personas que no toleran el chile creen que las especies picantes echan a perder el paladar y por lo tanto el sentido del gusto. Pero tal parece que es todo lo contrario, ya que el chile contiene una sustancia química inodora llamada capsina, que se aglutina con las células receptoras de la boca y la sensibiliza al sabor de la comida.

Al comedor de chile no solamente le gusta el picor, sino que se vuelve adicto a él. En el territorio que hoy ocupa México se come chile desde hace 8 mil años. Los aztecas consignaron seis grados de picor, los cuales iban de intenso a mortal.

El chile puede clasificarse como fruta, verdura, baya o especia. Cada variedad produce un picor distinto: algunos pican instantáneamente otros revelan su presencia sólo cuando se degluten, otros más irritan la punta de la lengua o su parte posterior, y también hay los que incendian toda la boca.

Los chiles tienen propiedades benéficas para la salud. Crudos contienen más vitamina C que una naranja o un limón y casi la mitad de la dosis de vitamina A que, según los nutriólogos, debemos de ingerir diariamente. Hay estudios que demuestran que la capsicina, que determina el picor, puede reducir la formación de coágulos en la sangre.

Cuando comemos chile el organismo se pone en estado de alerta: el corazón late más aprisa, hay mayor salivación, la nariz se humedece, el aparato digestivo se esfuerza más y se incrementan los niveles de sudoración.

El organismo trata de protegerse de la acción irritante de la capsicina y el cerebro libera endorfinas, es decir, analgésicos naturales. Como el chile no es nocivo, comer un pedacito es liberar endorfinas y este proceso continuo produce una leve euforia.

El habanero, el chile más picante que se conoce, se da en la península de Yucatán, en el sureste de México. Cuando se come en grandes cantidades produce una leve sordera, que según la gente que lo come mucho, es para no oír los propios gritos de los enchilados comensales.

Antiguamente, además de que era un condimento-alimento indispensable, era una poderosa arma: arrojados al fuego, los chiles producen un humo enceguecedor, de efecto similar al de los gases lacrimógenos contemporáneos.

Actualmente, se emplea en la medicina popular como estimulante y estomáquica, para aminorar los efectos de la gripa, y se dice que machacado y untado estimula el crecimiento del cabello.

La capsicina se encuentra en las semillas y venas, y según algunas investigaciones llevadas a cabo en la Universidad de Texas (Estados Unidos), esta sustancia ha mostrado resultados optimistas en tratamientos contra el dolor en problemas como herpes, reumas y artritis. Se sabe, asimismo, que es capaz de balancear el metabolismo humano, lo que se traduce en disminución de peso en la persona.

Se afirma que el condimento no causa indigestión ni úlceras estomacales, y que, por el contrario, la capsicina tiene propiedades curativas para tratar hemorroides y presión sanguínea alta. Dice, además, que es fuente de vitaminas A, E y C -nueve veces más rico que el tomate-, que descongestiona y es un expectorante que limpia los pulmones en las enfermedades respiratorias, asimismo, tiene propiedades anticoagulantes que previenen embolias.

En la cocina es indispensable: se come fresco, verde, seco, deshidratado, ahumado, en conserva o en escabeche. Fundamentalmente, se siguen preparando como antaño: algunos se desvenan y se asan en el comal o directo en el fuego para quitarles el hollejo (pielecilla) cuando se preparan capeados (chile poblano).

Seguramente la respetable señora del chilito rojo no se imaginó que cuando viajó a Europa, acompañando a Colón, sería el principio de una vida futura llena de gloria y popularidad internacional.

En la época de la Colonia los españoles se acostumbraron rápidamente al chile y combinaron los alimentos traídos por ellos con salsas aderezadas y picantes.

PRINCIPALES VARIEDADES DE CHILE O AJÍ

* Chile verde o serrano (para comer a mordidas)
* Chilaca (en rajas con queso)
* Chile ancho (si es rojizo)
* Chile poblano (en rajas con crema o para rellenar, como el chile en nogada)
* Chile mulato (si es café)
* Chile de árbol
* Chiles de agua
* Chile cuaresmeño o jalapeño
* Chipocle, o chipotle (tzilli-poctli, chile ahumado)
* Chile de Chiapas (pico de paloma)
* Chile cascabel, piquín, chiltepín, tempen chile o chile pulga.
* Chile pasilla

Los chiles se pueden clasificar de acuerdo al contenido de capsicina, es decir, a la potencia del picante. Es así que se pueden reconocer la siguientes categorías:
Suaves

Ancho. Tiene aspecto muy parecido al de un pimiento normal, pero es de sabor más fuerte; es firme, menos crujiente, tiene un color más brillante y se utiliza habitualmente en salsas o moles.
Chilhuacle. Seco, de tonos negro, rojizo y amarillo, que se seca sin arrugarse. Tiene una de las gamas más amplias de aromas y sabores, que va del chocolate a la ciruela. Se usa para algunos de los siete moles de Oaxaca (chichilo y el negro).
Pasilla. Tiene sabor complejo y profundo que recuerda al de las pasas ahumadas.
Poblano. Una de las variedades más cultivadas en México; es grande (12 a 15 cm.) y se encuentra en tonos verde oscuro o con pintas rojas al madurar. Se prepara relleno (los famosos chiles en nogada) o en rajas.
Picante Medio

Cuaresmeño. Una de las variedades más populares; aromático, con textura rugosa, de color verde o rojizo y con una longitud entre 6 y 8 centímetros. Se utiliza en salsas y se prepara especialmente en escabeche. Recibe el nombre por la época en que popularmente se compra (cuaresma) para rellenarse de pescado o queso.
Chipotle. Es el chile cuaresmeño ahumado. Su forma más común de consumo es en adobo.
Jalapeño. Tiene color verde oscuro, es muy carnoso, y es originario de la capital del estado mexicano de Veracruz.
Serrano o verde. Es llamado así por su amplio cultivo en las sierras del centro del país (Puebla, Hidalgo y Estado de México). De piel lisa, con 3 a 5 cm. de largo y 1 de diámetro, tiene color verde intenso y brillante que pasa al naranja y al rojo según va madurando.
Picantes

De Agua. Parecido al poblano, pero más pequeño y picante, se le encuentra en Oaxaca. Al madurar toma tonos naranjas.
De Árbol. De aspecto muy fino y alargado, tiene color rojo brillante; se emplea para aromatizar aceites y vinagres, y aporta un sabor picante ligeramente graso a los platillos. Se encuentra verde y rojo, es pequeño (5 a 7cm.) y delgado. Es muy empleado en salsas, caldos y guisos. El arbusto donde nace es especialmente alto.
Chilaca. Con sus 18 a 24 cm. supera la longitud del poblano. Tiene color verde oscuro y piel lisa. Es muy picante, por lo que es necesario asarlo y desvenarlo antes de comerlo. Se prepara relleno, en rajas y conserva.
Piquín. No hay que dejarse engañar por su tamaño, pues aunque es la variedad más pequeña, su potencial picante es alto. Tiene sabor ahumado y ácido al mismo tiempo. Pasa del color verde al rojizo según su maduración, momento en que se deja secar para después molerlo. Se emplea en polvo para condimentar platillos como pozole, y es la base de las salsas rojas estilo Tabasco.

Muy Picantes

Cascabel. Es seco y semiesférico (similar a un cascabel), rojizo oscuro, con piel dura y brillante; muy picante y aromático de sabor intenso parecido al de las nueces.
Habanero. Tal vez el más picante del mundo. Pese a su reducido tamaño (4 centímetros de largo y uno de ancho), se recomienda consumirlo en pequeñas cantidades y con extrema precaución. Añade sabor ligeramente cítrico a los platos, y es muy adecuado para aderezar salsas, sopas y guisos propios de la península de Yucatán.
Manzano. También es usado en el sureste de México, donde se encuentra en tonos amarillos y rojizos brillantes, y su piel es ligeramente rugosa. Parecido al habanero, pero más grande, tendiendo a ser cuadrado.
Nota Curiosa.

El chile mexicano fue la mascota oficial del Campeonato Mundial de Fútbol celebrado en México, en 1986, “Pique”, fue el nombre de la mascota”, un chile muy mexicano con bigotes y sombrero y como es de color verde no le pusieron la camiseta de la selección mexiacana (que es verde) sino una roja.

Buffff… agua se hace la boca al pensar en el chile y en todas las recetas de comida, dulces, golosinas, frituras, antojitos, y condimentos en los que es ingrediente indispensable…

Finalmente, coge todos los ajíes que tengas, ponlos en la licuadora con aceite de oliva, trituralos unos 20 a 30 segundos.. si la mezcla no se mueve, agrega un poco mas de aceite

Saldrá un tipo “pulpa” de aji !!!… esa pasta, la mezclas con el puré. voilà!


http://lolovera50.wordpress.com/2007/10/27/el-aji/