Séculos atrás a Pimenta-do-Reino era vendida a preço de ouro. Grandes navegações foram empreendidas na busca deste condimento tão banal nos dias de hoje, mas que em outrora enriquecia reinados e ousados mercadores. Vamos a sua história…
A pimenta-do-reino era um dos bens mais procurado pelos nobres europeus, e seu valor era tão grande que muitas vezes era utilizada como dinheiro, até mesmo no pagamento de impostos. Devido a esta valorização, os estudiosos da época viviam tentando descobrir o caminho das Índias, e isto foi um dos grandes motivos das viagens ultramarinas. Parece incrível como um punhado de pimenta-do-reino possa ser responsável por tantas “descobertas” e tantas mortes e conquistas há alguns séculos. Depois de dominarem o seu cultivo, a pimenta-do-reino foi se tornando mais acessível e se difundindo. O interesse era muito grande também, pois os europeus a utilizavam para conservar carnes, já que não tinham outro meio. Com a pimenta eles logo desenvolveram os embutidos e os defumavam, permitindo que um produto a base de carne durasse muitos meses.
A pimenteira é uma planta trepadeira, podendo atingir até três metros de altura. Dos frutos preparam-se praticamente três tipos de condimentos: Os frutos verdes podem ser conservados em salmoura, e são utilizados desta forma em vários pratos.
Os frutos verdes ou maduros quando secos irão dar origem à pimenta-do-reino preta, que é utilizada em grãos ou moída. Agora se coletarmos apenas os frutos maduros, ou seja, os bem vermelhos, colocarmos para macerar e realizarmos o despolpamento, que nada mais é que a retirada da casca, e secarmos a semente, iremos obter a pimenta-do-reino branca. Esta é de sabor e aroma mais suave, sendo muito empregada em pratos de carne branca. Não é do agrado de muitas pessoas, pois adquire um aroma muito diferente do aroma típico da pimenta do reino.
Para quem gosta de pimenta segue um descritivo de vários tipos catalogados:
Pimenta Calabreza – Muito usada na culinária brasileira para deixar bem picantes as comidas. Também é usada na preparação de lingüiças e outros embutidos.
Pimenta Cayena – É uma variedade da Malagueta. Além de saborosa, é uma pimenta que concentra a maior quantidade de vitaminas. Em pó, é usada em pratos que pedem um sabor picante.
Pimenta Chili – Cultivada pela primeira vez no México, é uma das 150 variedades da malagueta. Usa-se seca, substituindo a pimenta vermelha fresca, com o devido cuidado, pois seu ardume é intenso, mas muito saboroso.
Pimenta Jamaica – É a baga de uma árvore graciosa e aromática, as melhores bagas vêm da Jamaica, responsável pelo abastecimento mundial. De preferência use-a moída na hora. Vai bem em conservas, marinadas para frutos do mar, carnes de caça, doces, tortas e pudins.
Pimenta Síria – Usada para temperar pratos da culinária árabe, como carne de esfiha, quibe e as carnes para recheio de charuto, legumes recheados e outros pratos.
Pimenta-do-reino - Também conhecida como pimenta negra. Originária da Índia, cultivada em todo o mundo tropical. Deve ser consumida como tempero inteiro ou moído. Combina com quase todos os pratos. É encontrada nas variedades branca, preta ou verde. É indicada na preparação do steak au poivre.
Pimenta dedo-de-moça - É a mais consumida entre nós. Seca e moída é conhecida como calabresa. Ideal para usar em quase todos os pratos de origem italiana.
Pimenta-de-cheiro- Conhecida também como pimenta-bode, é típica da culinária baiana e nordestina. Presença obrigatória em pratos como o xinxim de galinha e os bobós. É saborosa, forte e picante. De formatos e cores diversos, pode ser encontrada fresca ou em conserva.
Pimenta Habanero - Pimenta HabaneroEm forma de lanterna, é a mais forte das pimentas, e seu sabor persiste bastante na boca. As cores variam entre amarelo, laranja e vermelho. Originária do Caribe e da Costa Norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias. É usada fresca, seca ou em molhos, bem diluída.
Pimenta malagueta - Os frutos, pequenos, vermelhos quando maduros, têm sabor e aromas fortes e bastante picante. Tempera uma grande variedade de pratos e é indispensável na culinária baiana.
Obs. Um visitante do site perguntou se existe pimenta azul, fiz uma pesquisa e encontrei um tipo de pimentão que talvez se enquadre na categoria.
The Cold Calm Before the Storm!
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